Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Steel Ball Run

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Em 2004, após o fim de Stone Ocean, começava a última parte de Jojo’s Bizarre Adventure a ser voltada para um público shonen. Depois de 4 volumes sendo publicados na antologia Shonen Jump, o mangá agora fazia parte da revista seinen Ultra Jump. Com 24 volumes encadernados ao total (a maior parte atualmente), eis a parte 7 da saga! Esse é Steel Ball Run!

A Steel Ball Run

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O foco principal dessa parte está em Gyro Zeppeli, amado por todos os fãs da saga e considerado o melhor protagonista até agora, batendo de frente até com Jotaro Kujo, da parte 3. Ele e muitas outras pessoas estão participando da maior corrida a cavalo já realizada, que consistirá em atravessar a parte norte-americana do continente completamente, saindo da cidade de San Diego e com destino à New York. O vencedor dessa enorme corrida de 6000km ganhará nada mais e nada menos do que 50 milhões de doláres!
Agora você se pergunta, mas o que Gyro Zeppeli tem a ver com JoJo? É agora que vem a resposta. Na verdade, ele não é o protagonista, pois o verdadeiro e único é Johnny Joestar, o JoJo dessa parte 7.

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Porém há um problema, Johnny é paraplégico devido a um tiro que causou a paralisia das suas pernas. Ele acaba seguindo Gyro Zeppeli na SBR, pois ele quer demonstrar que ainda consegue correr em um cavalo e ser capaz de usar o Spin (algo como o Hamon/Ripple das parte 1 e 2). Johnny acaba sendo apenas uma sombra, já que Gyro Zeppeli vira a estrela dessa parte, com seu ótimo carisma e seu incrível poder de usar as Steel Balls. No entanto, Johnny vai crescendo a cada volume e pouco a pouco vai roubando a cena e mostrando ser digno do nome JoJo, sendo que mais tarde, pode ser dizer que ele acaba ficando cara-a-cara com o próprio Gyro Zeppeli no quesito de “força”.

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Eis que então a Steel Ball Run começa. Gyro e Johnny partem nessa longa e duradoura jornada em busca do grande prêmio que, para eles, é mais valioso e importante para poderem consertar seus passados obscuros. Porém, a corrida não é tão fácil e simples quanto parece. Mesmo Gyro Zeppeli tendo se saído bem na primeira parte da competição, é aí que a história começa a desenrolar.

A verdadeira corrida de aço

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Todo o mangá é envolto nessa corrida, mas nem sempre mostrando-a totalmente. Gyro e Johnny encontram em meio a esses 6000 Km, muitos outros personagens carismáticos e “rivais de competição”  que acabam fazendo de tudo para os pararem. Vemos algumas batalhas do melhor estilo Jojo nesse meio tempo, mas é então que logo após a coisa esquenta.

Após 4 volumes, o mangá fora transferido para a Ultra Jump, ou seja, agora o mangá estava voltado para um público mais maduro e seus capítulos eram mais longos que o normal. Sem esquecer de mencionar o detalhismo que agora estava mais presente e o traço mais belo que antes.
É aí que percebemos o verdadeiro motivo da organização dessa corrida. Não era algo apenas para diversão do público ou uma ótima oportunidade de aumento do comércio local. Havia um plano arquitetado por trás de tudo isso.

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O presidente dos Estados Unidos, Funny Valentine, planejou a corrida junto com o organizador Steven Steel, para localizar as várias partes de um corpo santo que estavam espalhadas em vários pontos do país. Esses pontos se encaixavam corretamente em cada início de estágio da corrida. O que antes era uma disputa em busca de um prêmio, agora era um caça-ao-tesouro obscuro. E é a partir daí que vemos o verdadeiro desenrolar de Steel Ball Run e um novo conceito de Stand explicado pela mente do mangaká Hirohiko Araki.

Não precisa nem ler tudo para imaginar que “corpo santo” é esse, não é?

O universo alternativo

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Perceberam as incríveis semelhanças entre Gyro Zeppeli e Caesar Zeppeli? Johnny Joestar e Jonathan Joestar? Sim, não é uma brincadeira, essa parte 7 de Jojo pode ser considerada algo fora da linha de tempo das partes anteriores, mas isso você apenas entenderá se leu a parte 6 Stone Ocean por completo. Se eu explicasse aqui, seriam spoilers fortíssimos. Conte apenas como se fosse um universo alternativo de Jojo.

Essa não é uma pequena coincidência. Durante toda essa parte vemos nomes e caras conhecidas da saga Jojo. Não é a toa que um dos vilões é ninguém menos que Diego Brando (alguma semelhança com Dio Brando?); temos o fiel amigo de Joseph Joestar na parte 3, Abdul e a presença de um membro da familia Higashikata, da parte 4.
Além disso, mesmo o Hamon/Ripple ter sido convertido em Spin, temos as magníficas presenças dos Stands, que estão mais cativantes e criativos como sempre, trazendo várias referências à bandas e músicas ocidentais, como: Scary Monster, Oh! Lonesome Me, Dirty Deeds Done Dirt Cheap e muitos outros.

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E é por isso que considero Steel Ball Run a melhor parte já criada pela mente genial de Hirohiko Araki. Tudo aquilo que ele sempre quis fazer, quis criar e quis mostrar está nessa parte. Pare um pouco e vá ler os primeiros volumes novamente. Além de notar o quanto a sua arte melhorou e a sua escrita também, poderá entender ainda mais sobre essa magnífica obra.

Pizza mozarella~ Pizza mozarella~

Por LucasSeinen

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Esse foi o sétimo post do Especial Jojo, trazendo a cada semana, uma resenha feita pelos nossos redatores e convidados diferentes de outros blogs, em que deixam a sua opinião e recomendação de cada parte da incrível saga criada por Hirohiko Araki, que já completa mais de 25 anos de publicação.

Caso queira conferir o post anteriorclique aqui para ler sobre JoJo’s Bizarre Adventure Part 6 – Stone Ocean.

Se quiser conferir o próximo post sobre a Parte 8 – Jojolionclique aqui para ler

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6 comentários em “Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Steel Ball Run

  1. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stone Ocean | Shonen Mania

  2. Pra mim, chegou bem perto de ser a melhor parte (ficando atrás de Stone Ocean apenas), só pecou um pouco por algumas coisas próximas ao fim que poderiam ter sido melhor executadas, mas assim mesmo, gostei da forma como acaba.

    E de fato, é impressionante a forma como a arte do Araki evoluiu em SBR… o traço dele deu uma maturada absurda, além, claro, da disposição dos quadros e das fodíssimas páginas duplas que ele fez em SBR. É uma parte acima de excelente mesmo.

  3. Só não gostei da maneira como a técnica de rotação foi descrita (ou melhor, como ela ficou bastante vaga), podendo comprometer o sentido da analogia com o “Hamon” mencionada no texto. Entendo a necessidade de simplificação e explicações básicas spoiler-free o máximo possível. Mas também é verdade que, provavelmente, alguns, na leitura, pensem no “spin” de uma maneira completamente diferente, devido a isso.

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