Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stone Ocean

stone ocean

Sendo a primeira série de Jojo’s Bizarre Adventure dos anos 2000, Stone Ocean é a sexta parte da grande franquia criada pelo mestre Hirohiko Araki, que completou 30 anos de carreira em 2012. Assim como seu predecessor, Stone Ocean tem 17 volumes (64-80) e, posteriormente, foi sucedida pelo “Reboot” da série em 2004, Steel Ball Run.

O oceano de pedra

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A trama segue Jolyne Kujo, a primeira mulher protagonista da série. E ouso dizer, a melhor de todas. Jolyne é filha de ninguém menos que Jotaro Kujo, protagonista do Stardust Crusaders, a parte mais popular de JoJo no Japão. Tudo começa quando Jolyne e seu namorado sofrem um acidente de carro que termina com a prisão da nossa heroína, sem mais nem menos, acusada pelo próprio “namorado”.

Agora, imaginem a reação do Jotaro Kujo quando ele ficou sabendo que a filha dele foi presa sem ter culpa! Mesmo sendo um pai ausente, ele tenta tirar ela da prisão. Prisão essa que se mostra muito peculiar e uma das principais personagens do mangá. E basicamente, lá tudo acontece e se esclarece, onde Jolyne desperta seu Stand, que é o mais bizarro de todos. Ela tem o poder de “desfiar” o corpo para formar outras formas e até lutar, bem, eu diria.

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Nesta sexta parte não temos tantos personagens no início, o foco fica na Jolyne, numa presidiária amiga dela e no Stand Foo Fighters. Mas aos poucos, vão aparecendo outros personagens sensacionais, como o Weather Report, o vilão Enrico Pucchi e principalmente Narciso Anasui, que não teve medo de enfretar o “sogrão” Jotaro.

As faces de Stone Ocean

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Por onde começar? Bom, Stone Ocean é a melhor das 6 partes iniciais de Jojo, não tem medo de ir longe demais e não erra não tendo. Não queria comparar com Vento Aureo, mas é algo que não posso deixar de fazer. A parte 5 de Jojo é ótimo pelo estilo e tudo mais, mas ela foi a mais fraca de todas. Por quê? Se perdeu. Batalhas interessantes, porém massantes e muito ex machina acabaram com a história, então não fiquei muito animado para terminar a série.

Mesmo assim, insisti e fui ler Stone Ocean. E deu pra ver muito bem que o Hirohiko Araki é um mestre. Sem enrolações, ele faz a história correr sem se prender a pequenas coisas, como máfia ou stands, expande muito o universo, principalmente com a Green Child e com o fim da série. Também temos bastante “inceptions” durante a série, mostrando que o Araki é bom também em mexer com a mente das pessoas. Claro, não que ele precisasse provar isso.

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Com a Jolyne não tem esse negócio de “Se sua estrela não brilha, não tente apagar a minha”, ela brilha mesmo no meio de grandes personagens como seu próprio pai, Weather Report e o Padre Pucci. Fora que ela tem muita personalidade, digna da família Joestar das antigas. Uma mulher forte que não tem medo de acabar com sua vida pra salvar o mundo.

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Mas, meu personagem preferido dessa parte é Narciso Anasui. Anasui é nos apresentado como um assassino qualquer, afinal, estamos numa cadeia, e que não demonstra sua cor, é difícil dizer em que lado está, e se a Jolyne não tivesse sua maldita personalidade Joestar, provavelmente teria muitos problemas com ele. Ele é um escorpião, ferroar é um extinto, mesmo que isso o mate. E meu deus, ele tem coragem pra enfrentar o Jotaro!

Muito de Stone Ocean também é baseado nas merdas que o Dio fez antigamente, nos filhos que ele gerou e nos monstros que ele criou. Afinal, Dio sempre foi e sempre vai ser o maior vilão de toda a série, maior que qualquer Jojo, e sempre vai estar lá, mesmo que indiretamente. O vilão dos vilãos. Outro fato interessante é que o mangá é movido a amor. Todos os plot-twists e iniciativas do mangá são baseados nisso, desde as ações da Jolyne até as ações “maléficas” de Pucci, algo que o Araki sempre quis mostrar e conseguiu lindamente fazer nessa sexta parte.

Stairway to Heaven

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E bom, o final do mangá tem o maior plot-twist de toda a série, então, se você já chegou no Vento Aureo, mesmo não gostando muito desse último, leia Stone Ocean. A história onde até um pequeno garoto pode salvar o mundo. Ou seja, você também, não precisa ser nenhum herói pra fazer a coisa certa.

Por Kiri, do Sakazuki

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Esse foi o sexto post do Especial Jojo, trazendo a cada semana, uma resenha feita pelos nossos redatores e convidados diferentes de outros blogs, em que deixam a sua opinião e recomendação de cada parte da incrível saga criada por Hirohiko Araki, que já completa mais de 25 anos de publicação.

Caso queira conferir o post anteriorclique aqui para ler sobre JoJo’s Bizarre Adventure Part 5 – Vento Aureo.

Se quiser conferir o próximo post sobre a Parte 7 – Steel Ball Runclique aqui para ler

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8 comentários em “Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stone Ocean

  1. De fato, essa árte 6 é quase perfeita. A personagem principal, Jolyne, compensa em muito o Giorno inexpressivo da parte anterior. Ela cresce como personagem e é muito fácil se apegar á personalidade explosiva e “bonitinha” dela. (A cena dela dando spoiler de “O sexto sentido” na cadeia é expetacular).

    A única coisa que eu não gosto nessa parte são os stands. Eles são bons, mas não transmitem tanto aquela imaginação sem limites do Araki, na minha opinião. O próprio Stone Free é um tanto simpes.

    Outro fator negativo são os vilões. Pucci é ótimo, mas de resto não temos nada marcante, como por exemplo a luta contra Vanilla na parte 3.

    Quanto ao final, eu não sei como a Jump deixou o Araki fazer aquilo. É uma solução ótima e inexperada que choca a todos que lêem. É o maior tapa na cara que o Araki já nos deu até hoje.

    Vejo muita gente falando (mais por causa do final) que essa parte 6 é Jojo encontrando com Evangelion.

    Ótimo texto, esperando o próximo sobre a melhor parte de Jojo até o momento.

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  4. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Jojolion | Shonen Mania

  5. Recentemente terminei o Vento Aureo, gostei mais pelos coadjuvantes como o Mista e o Bruno do que pelo proprio Giorno. Mas quando cheguei até a Jolyne os primeiros capitulos do Stone Ocean me deixaram com uma sensação ruim na boca. A origem do stand da Jolyne, o excesso de diálogos me deixou uma sensação massante. Ta, eu sei que são mulheres e que elas tão presas e é o começo mas fiquei meio decepcionado com o começo fraco, não é como os Battle Tendency, Stardust Crusaders e o Diamonds is do not crash, que começam na treta e só vão aumentando o ritmo frenético.
    Minha esperança é que comece a melhorar… O que ta me segurando é saber que o que acontece, no final , impacta tudo que vem pela frente.

  6. Realmente, da parte 3 em diante (ou seja, comparando as partes de longa duração, de 16 Vols pra cima), essa é a que tem os piores vilões. As habilidades são até muito práticas (muito mais que da parte 4, por ex), talvez algumas um tanto básicas, comparado às partes anteriores; o problema é que ou o herói tem uma saída muito inteligente para o problema, ou o vilão luta muito aquém do esperado. É verdade — como dito acima — que algumas são bem pouco criativas, mas além disso, acho que o design também peca em alguns vilões, e isso é dizer BASTANTE, já que estamos falando do Araki.

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