Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Diamond is Unbreakable

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Jojo’s Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable é a quarta parte do gigantesco mangá da autoria de Araki Hirohiko, sucedendo a parte mais famosa da série, chamada Stardust Crusaders. Compilado em 18 volumes com 175 capítulos na Weekly Shonen Jump, durando até mais que a parte anterior

O diamante inquebrável

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A história começa com Jotaro Kujo a procura de Josuke Higashikata, o filho de Joseph (sim, aquele mesmo de Battle Tendency). Somos apresentados ao novo protagonista, que está sendo bulinado por senpais do seu colégio, com uma personalidade passsiva e digna de um otário qualquer que sofre de bullying constantemente. Mas na real, não é isso que Josuke é, os delinquentes chegam a falar do seu cabelo e ele fica irritado, chegando a os surrar, mostrando a marca registrada do personagem. Josuke é aluno de ensino médio da cidade de Morio, sendo o único protagonista da série com selo “Jojo” que ainda estuda.

As coisas vão se desenvolvendo com ligação a capangas de Dio, que possue um Arco e Flecha que, ao acertar uma pessoa, ela se torna um usuário de stand. Assim, vários inimigos ligados a stands aparecem na cidade e fazem com que Josuke comece a lutar com seu stand: Crazy Diamond. Aliás, o stand de Josuke é um dos mais criativos e legais que vi, ele tem a habilidade de restaurar e curar coisas ou pessoas e até podendo fazer com que algo volte as suas condições originais, um stand tanto de ataque quanto de apoio.

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Josuke é acompanhado de Koichi, estudante do mesmo colégio e que possui o stand Echoes, que tem suas habilidades “moldadas” a partir do som. Também tem seu amigo Okuyasu, que possui o The Hand, um stand que tem a habilidade de fazer com que desapareça da face da terra qualquer coisa que ele toque. Rohan Kishibe é outro personagem que se junta a trupe pra proteger a cidade, ele é um mangaká que tem o stand Heaven’s Door, que tem a habilidade de ler a mente das pessoas ou até mesmo apagar memórias da pessoa. Uma curiosidade: se embaralhar as letras do nome Rohan Kishibe e adicionar algumas a mais, se torna “Araki Hirohiko”, isso explica o carinho que o Araki tem com o personagem.

Novos stands, um novo mundo

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Diamond is Unbreakable é um mangá que possui o que chamo de “filler  necessário”, pois  o próprio plot leva a isso: pessoas que  são atingidas pelo Arco e Flecha e conseguem se ligar a um stand e Josuke e seu grupinho tem que salvar a sua cidade do perigo e do mal. Isso é basicamente o que acontece até o volume 9, onde o “Dio dessa parte” aparece… e seu nome é Kira Yoshikage. Kira é um rapaz simples aos olhos da sociedade, mas ele na verdade é um maníaco que tem fetiches por mãos femininas (sim, isso mesmo). Ele aparece na vida de Josuke por certos acontecimentos (que não direi, por são spoilers chatos) com seu stand Killer Queen, que tem habilidades relacionadas a bombas.04

Basicamente, essa parte de Jojo é algo bem mais criatividade de stands do que uma história toda elaborada. O que vemos são stands bem mais interessantes que Stardust Crusaders, mas uma história e acontecimentos mais presos, o que pode se tornar chato em alguns momentos, mas bem legais em outros. A partir da introdução de Kira Yoshikage, vemos um lado da série crescer de forma estrondosa e sempre levando à vários climax, aumentando ainda mais a qualidade da série que nunca decaiu. Tanto que possui um dos mais belos finais da saga.

De volta a Morioh

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Diamond is Unbreakable é considerada até hoje, uma das partes mais carismáticas por todas os fãs. O mangá pode não ter ganhado nenhuma adaptação animada, mas recebeu uma sequência em forma light novel pelo autor Otsuichi, intitulada The Book: JoJo’s Bizarre Adventure 4th Another Day. Livro esse que demorou 7 anos a ser concluído pela dificuldade do autor conseguir criar algo tão bom e original quanto o mangá.

Além disso, mesmo após o fim da Parte 4, o mangaká Hirohiko Araki costuma lançar oneshots baseados no mundo de Jojo e tendo como personagem principal Rohan Kishibe, o que seria o alter-ego dele dentro da história. Com histórias patrocinadas pelo Museu de Louvre e até pela famosa marca de roupas Gucci!

Por Ícaro

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Esse foi o quarto post do Especial Jojo, trazendo a cada semana, uma resenha feita pelos nossos redatores e convidados diferentes de outros blogs, em que deixam a sua opinião e recomendação de cada parte da incrível saga criada por Hirohiko Araki, que já completa mais de 25 anos de publicação.

Caso queira conferir o post anterior, clique aqui para ler sobre JoJo’s Bizarre Adventure Part 3 – Stardust Crusaders

Se quiser conferir o próximo post sobre a Parte 5 – Vento Aureo, clique aqui para ler

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8 comentários em “Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Diamond is Unbreakable

  1. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders | Shonen Mania

  2. Li Rohan at the Louvre recentemente, e é muito bom, como tudo que é Jojo. Gosto bastante do Rohan, e ainda mais da parte 4 (talvez minha favorita). Belo post!

  3. Bom post. De todas as partes que li (1-5 e lendo a 6), essa parte 4 é a minha favorita. A batalha final entre Josuke e Kira é fenomenal, perdendo apenas pra Jotaro vs Dio.

    Na minha opinião, o que faz essa parte brilhar é mesmo o vilão. Mesmo Kira sendo meio raso no início, e suas ações não fazerem muito sentido (ele quer ter uma vida normal, mas continua matando mulheres por puro prazer), ele tem um bom desenvolvimento na segunda metade do mangá, e seu stand Killer Queen é meu favorito de toda a saga.

    Eu diria que o Araki tomou um cuidado especial na hora de fazer essa saga, visto que ele já declarou que Josuke é seu personagem favorito, Kira é seu vilão favorito e ele praticamente se colocou na história no papel de Rohan.

    Esperando o próximo post da parte 5, mesmo sendo uma das minhas menos favoritas.

  4. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Vento Aureo | Shonen Mania

  5. Considerando o ritmo de lutas da parte anterior, acho que, no fim, foi até bom a presença de uma série como essa, porque contrabalanceia, de certo modo, a anterior.
    O mixto de “slice of life” é também muito interessante; inclusive a ideia de estender os stands para pessoas as mais comuns possíveis: pessoas sem qualquer motivação combativa ou ambição (pois na parte 3 já existe a ideia de fazer pessoas comuns, sem treinamento ou aptidão física, “lutarem” graças ao stand), totalmente insuspeitas.
    É uma das razões pelas quais eu sempre me perguntei por que nunca fizeram um anime dessa parte. Pois é perfeito para uma adaptação. Eu espero que, com a popularidade crescente do atual anime, os produtores realmente prossigam após a parte 3; e que o carisma dessa parte (pra não falar da parte 5, né) sejam uma motivação para isso.

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