Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders

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Após o fim da parte 2, começaria em 1989 na Shonen Jump e durando por longos 3 anos, um dos maiores clássicos da revista e uma das partes mais consagradas da saga Jojo. Apresentando novos conceitos, novas histórias e novos personagens clássicos, eis que temos a Parte 3: Stardust Crusaders.

A estrela de platina

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Cerca de 100 anos atrás na Inglaterra, ocorreu um lendário conflito entre Jonathan Joestar e Dio Brando. Pelo  sacrifício daquele Joestar, parecia que tudo ali estava resolvido, mas ninguém contava com a esperteza de Dio. Sendo imortal, ele arrancou a cabeça de seu Jonathan e possuiu o seu corpo, ficando anos e anos descansando no fundo do mar. Porém, estamos agora em 1989, onde um jovem rapaz chamado Jotaro Kujo  se prende em uma cela, dizendo que está possuído por um espírito maligno e que não irá sair dali até descobrir o que houve com ele. É o começo de mais uma bizarra aventura, o começo de Stardust Crusaders!

A parte 3 começa com Joseph Joestar, protagonista da parte 2, já velho e chegando ao Japão para visitar sua filha, Holly. Quando ele chega, descobre que seu neto Jotaro se prendeu em uma cela pois estava possuído por um espírito maligno. Ele vai visitá-lo e é nesse momento que somos introduzido a Abdul, amigo de Joseph, que também possui esse mesmo tipo de espiríto maligno que Jotaro detém. Na verdade, esses espíritos são Stands, uma manifestãção do poder psíquico da pessoa. Logo Jotaro como personagem principal e daqueles que não mostram muito sorriso na cara, acaba desafiando Abdul, que tenta tirá-lo daquele cela. É aí que vemos o protagonista despertar sua stand que ficará conhecida como Star Platinum e agora que o mangá começa de verdade.

Stands e o mundo

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Logo descobrimos que todos esses despertares de Stands ao redor do planeta é por causa da volta de Dio, o poderoso vilão e marcado como o maior antagonista que já existiu nos mangás. Ele retornou do fundo do mar, onde havia dado como morto e possuindo o corpo do protagonista da primeira parte, Jonathan. Como Dio acabou manifestando uma stand e seu sangue acabou se conectando com o sangue no corpo de Jonathan, toda a familia Joestar acaba manifestando uma stand também.

Porém, todos os Joestars envolve também Holly Joestar e quando ela desenvolve esse poder, o seu corpo rejeita a stand e começa a matá-la aos poucos. Segundo Joseph, a única maneira de salvar Holly é matando Dio e assim eles começam um tour mundial, indo do Japão até o Egito, que é onde possivelmente o vilão está localizado. Conforme eles viajam, conhecem novos companheiros como Pollnaref, Kakyoin e Iggy (um cachorro com uma Stand!). Também encontram inimigos com stands malucas e perfeitamentes elaboradas, tudo a mando de Dio que quer fazer de tudo para que eles não cheguem até ele, enquanto descansa.

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E já falando em Stands que temos a revolução apresentada no arco. Da Parte 3 em diante, o foco é totalmente nisso, sendo que agora o Araki fez bem uso da sua criatividade e criou algo incrível como as Stands, fazendo ser um dos melhores arcos da série. Saindo das batalhas físicas das duas primeiras partes, entramos em algo mais psicólogico e estratégico, o que será bem mais abordado futuramente. Além disso, o design de cada stand é único e muito bem criado pelo mangaká, valorizando mais ainda a obra.

Jojo invade o mundo

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É certamemnte claro que Stardust Crusaders foi o ponto de partida para a fama do mangá, tanto no oriente, quanto no ocidente. Mudando drasticamente a formula do mangá e adicionando conceitos novos, aumentaram a popularidade da saga e isso vem sendo imenso até os dias de hoje.

Adaptações como o jogo de RPG para SNES e um de luta para arcade intitulado “Jojo’s Bizarre Adventure” marcaram uma era no Japão, tanto que até ano passado, essa parte foi a única a receber uma adaptação para anime, mesmo que não tenha sido televisiva. Um conjunto de OVA’s foram lançados abragendo todo o arco, marcando ainda mais o mangá como o ponto principal da saga.

A partir daí as vendas só aumentaram e o mangá foi crescendo. Mesmo depois do seu fim e com outras partes vindouras (mesmo que essas não conseguiram ser mais popular), ainda sim o nome permaneceu forte no Japão e quando se fala em Jojo’s Bizarre Adventure, o primeiro nome a vir a cabeça é Stardust Crusaders e o próprio protagonista Jotaro Kujo.05

Por Dácio, do Portal do Fidalgo

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Esse foi o terceiro post do Especial Jojo, trazendo a cada semana, uma resenha feita pelos nossos redatores e convidados diferentes de outros blogs, em que deixam a sua opinião e recomendação de cada parte da incrível saga criada por Hirohiko Araki, que já completa mais de 25 anos de publicação.

Caso queira conferir o post anterior, clique aqui para ler sobre JoJo’s Bizarre Adventure Part 2 – Battle Tendency.

Se quiser conferir o próximo post sobre a Parte 4 – Diamond is Unbreakable, clique aqui para ler

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9 comentários em “Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders

  1. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Battle Tendency | Shonen Mania

  2. Opa, muito legal o blog e a resenha, parabéns. Só uma pequena correção: O jogo de luta baseado na 3ª parte não saiu para SNES. Ele foi lançado originalmente para os arcades e depois portado para o Playstation e Dreamcast. O jogo da terceira parte que saiu para o SNES é um RPG.

  3. Totalmente excelente a resenha, amei. Comecei a ler Jojo’s só ano passado e me encantei pra valer com a série a partir dessa parte. Star Platinum e The World são o máximo mas o stand que tem um lugarzinho especial no meu coração é o The Fool, do Iggy.
    http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://images.wikia.com/jjba/images/2/23/Iggy_The_Fool.png&imgrefurl=http://jjba.wikia.com/wiki/File:Iggy_The_Fool.png&h=866&w=1218&sz=1505&tbnid=w5FIyDYktowK8M:&tbnh=90&tbnw=127&prev=/search%3Fq%3DIggy%2BThe%2BFool%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=Iggy+The+Fool&usg=__58oPyeVyU3f7rxWLdmCBmqRX8HA=&docid=0VQI0ykbgqlzNM&sa=X&ei=SwPqUIzrLYLU9ASF8ID4Bw&ved=0CD0Q9QEwAw&dur=1503
    Ps: ele era muito feio ( e engraçado) quando apareceu pela primeira vez no mangá.

    E para abrilhantar os comentários do post, fiquem com o ORA, ORA, ORA do Star Platinum!

  4. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Diamond is Unbreakable | Shonen Mania

  5. Não é a minha parte favorita, mas é certamente a mais importante por conta da entrada dos Stands, que é de fato onde o Araki atinge o ápice da criatividade, na minha opinião. O simples fato de ele ter concebido esse tipo diferente de “poder” num mangá em 1989 (!!!), ou seja, quando o público ainda estava acostumado com poderes do tipo bola de energia, raios de luz, etc, é suficiente para considerá-lo permanentemente como *O mangaka mais criativo da história*. Nada mais é capaz de mudar esta minha opinião; e sinceramente duvido que alguma coisa mude ela (ainda mais, do jeito que estão os novos mangás).

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