Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Battle Tendency

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Dando continuidade à saga da família Joestar, JoJo’s Bizarre Adventure Part 2 – Battle Tendency começa nos últimos capítulos do volume 5 e vai até o final do volume 12, sendo publicado de 1987 a 1989. Mesmo mantendo a essência de seu antecessor, com vilões perversos e heróis com o braço da grossura da cabeça, a segunda parte desse mangá conta com novidades e experimentações agradáveis que mostram que Hirohiko Araki não tinha medo de mexer numa fórmula vencedora.

O mesmo, mas diferente

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O protagonista da vez é Joseph Joestar, neto do Jonathan da parte 1. Apesar das semelhanças físicas, Joseph é muito diferente de seu avô: enquanto Jonathan tinha a nobreza de espírito como principal virtude, seu neto não poupa meios para fazer aquilo que ele considera certo, mesmo que seja algo que não se espera de um herói, ou ainda que seja desonroso. Joseph é praticamente um protagonista de mangá de delinquentes jogado fora do ambiente escolar. Isso permite que o desenvolvimento seja diferente entre as duas partes também: enquanto Jonathan era cortês com praticamente todas as pessoas que conhecia,

Joseph é muito mais intolerante, e leva algum tempo para construir amizades. Porém, depois que constrói, dá um imenso valor a elas. Na verdade, ele tem um grande um grande coração, mas sabe esconder isso bem o suficiente para enganar a pessoa mais atenta.

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Talvez pelo fato de o protagonista ser um personagem tão bem feito, o leitor pode achar que falta algo nos vilões. Battle Tendency conta com vários vilões extremamente poderosos, a ponto de qualquer um deles ser capaz de devorar alguém do nível de Dio, de Phantom Blood, mas eles não conseguem ser tão marcantes. Dio simplesmente é um vilão que se destaca mais, tanto por aparecer desde o começo de sua fase quanto pela atenção que dedica ao protagonista. E caberia à parte de 3 de Jojo, Stardust Crusaders, conseguir um protagonista tão marcante quanto ele…

Bizarro

Então, você tem milhares de anos de experiência em combates? Adivinha só, eu tenho um bate-bate.

Então, você tem milhares de anos de experiência em combates? Adivinha só, eu tenho um bate-bate.

A aventura de Joseph Joestar começa 49 anos depois da história contada em Phantom Blood. Escavações arquelógicas descobriram uma nova espécie, similar à humana, porém superior, através de um exemplar petrificado encontrado numa ruína no México. O exemplar, depois de algumas verificações, passa a apresentar sinais de atividades vitais, e recebe o apelido de Santana. Devido a diversas circuntâncias, Joseph aparece no laboratório onde Santana está sendo estudado, mas o ex-fóssil desperta e não se comporta de maneira amigável. Cabe a Joseph parar Santana e impedir que ele faça o que bem entende, mas mal sabem todos que esse é apenas o começo

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A história de Phantom Blood mistura dominadores de ondas, vampiros, nazistas e outros conceitos aparentemente desconexos, mas o autor consegue fazer tudo se integrar bem e nada parecer fora do lugar.

Jojo vai à Califórnia

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O traço da fase Battle Tendency não é muito diferente do traço da fase Phantom Blood, mas é aqui que Araki começa a rumar para o estilo que é tão característico de Jojo. Uma “novidade” são as famosas Jojo Poses: apesar de aparecerem de vez em quando na primeira fase, é na segunda que elas passam a ser mais frequentes. As poses bizarras dos personagens durante as lutas dão um estilo próprio à obra e fazem com que o leitor sempre se lembre que Jojo é essencialmente uma obra de fantasia.

Jojo’s Bizarre Adventure: Battle Tendency é uma leitura que não decepciona de forma alguma. Com heróis carismáticos, combates criativos e viradas impressionantes, é uma experiência diferente de Phantom Blood, uma experiência superior. Por ter uma trama distinta, pode ser lido bastante tempo depois da primeira história, mas recomenda-se não pular essa leitura, já que ela traz informações importantes. E ainda dá início ao arco mais famoso da história dos Jojos: a parte 3.

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Battle Tendency está sendo adaptado pelo anime atual de Jojo’s Bizarre Adventure, o que tem trazido mais visibilidade a esta parte da história. Joseph Joestar está ganhando mais reconhecimento. E ele merece.

Dependendo do seu comentário, eu posso ter que chutar o seu traseiro.

Dependendo do seu comentário, eu posso ter que chutar o seu traseiro.

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HeaderEsse foi o segundo post do Especial Jojo, trazendo a cada semana, uma resenha feita pelos nossos redatores e convidados diferentes de outros blogs, em que deixam a sua opinião e recomendação de cada parte da incrível saga criada por Hirohiko Araki, que já completa mais de 25 anos de publicação.

Caso queira conferir o post anterior, clique aqui para ler sobre JoJo’s Bizarre Adventure Part 1 – Phantom Blood.

Se quiser conferir o próximo post sobre a Parte 3 – Stardust Crusaders, clique aqui para ler

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11 comentários em “Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Battle Tendency

  1. Pingback: Resenha: JoJo’s Bizarre Adventure – Phantom Blood | Shonen Mania

  2. Parte 2 não é a melhor parte, mas Joseph é o melhor Jojo. E eu acho o Wham um vilão muito bom, apesar de, realmente, não ser nível Dio. Poucos são.

    Ótimo texto!

  3. Bom post, só queria que fosse mais longo pois essa fase de Jojo’s é ótima. E a trindade dos homens-pilar: cars, ac/dc e wham! não faz feio perante Dio.
    Ps: ficou faltando uma imagem exclusiva do melhor coadjuvante dessa parte: o major nazista-ciborgue Stroheim!

    • Em termos de maldade, nenhum deles perde mesmo, mas eu senti falta de um relacionamento mais direto, como o que o Dio tinha com o Jonathan.
      Quanto ao Stroheim, qualquer imagem poderia dar spoiler das coisas legais que ele faz. Prefiro que quem leia se surpreenda com cada ato dele. XD

  4. Terminei ontem de ler a parte 2, e realmente a achei melhor que a parte 1. Joseph é um excelente protagonista, um personagem marcante, e gostei também do Caesar e do Wham. E não sei se foi porque já estava mais acostumado, mas o traço da parte 2 me agradou mais que o da parte 1.

    Parabéns pelo texto, ficou muito bom.

  5. Cheguei na parte 4 e estou lendo pelo famoso Duwang, falam tão mal que antes de ler, achei que não daria pra sequer entender a história, mas descobri que era o contrário! Tirando o scan da página que muitas vezes são péssimos, balões alinhados a esquerda, balões sem falas traduzidas, dá para ler XD

  6. Pingback: Resenha: Jojo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders | Shonen Mania

  7. Não e a minha parte favorita mas tem o melhor JoJo: Joseph Joestar. Com um carisma tão grande q e a principal atração da 2 parte (nao menosprezando outros personagens) e conseguiu (para mim, pelo menos ) minha segunda favorita perdendo somente para Steel Ball Run
    Sua proxima frase sera: JOOOOOOOOOOOOOOOJO

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