Resenha: Psyren e as viagens para a era do fim do mundo

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Psyren, mangá de Toshiaki Iwashiro, estreou na revista Shonen Jump semanal em 2007. Foi cancelado em 2010, com o respeitável número 16 de volumes. Tendo conquistado muitos leitores, o mangá teve uma trajetória muito interessante dentro e fora da revista, o que o torna bastante distinto e digno de ser notado.

A história

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A história de Psyren é cheia de mistérios no início. Ageha Yoshina, um estudante que gosta de fazer favores em troca de dinheiro, por acaso tem pistas do paradeiro de Sakurako Amamiya, uma colega de classe desaparecida. Ageha decide procurar por ela, e, depois de uma série de eventos, se vê transportado a um lugar desértico com um grupo de pessoas que sabem tanto quanto ele o que está acontecendo. Esse lugar é Psyren, e a única forma de sair de lá e alcançar uma cabine telefônica sem ser morto pelos diversos seres que lá existem. Ageha consegue encontrar Amamiya em Psyren e voltar para casa, mas fica sabendo que o lugar é na verdade a Terra dez anos no futuro e que a única maneira de evitar uma catástrofe é viajar constantemente para lá.

Os personagens

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Heróis estilosos prontos para distribuir sopapos, no melhor estilo Yu Yu Hakusho

Existem três grupos dos quais a maioria dos personagens de Psyren faz parte. O primeiro é dos viajantes do tempo. Ageha e Amamiya lideram o time que também conta com o grandalhão Asaga, o artista de televisão Oboro e o atrevido Kabuto, que apesar da cara de mau prefere fugir a lutar. Todos eles despertaram poderes paranormais depois de viajar para Psyren pela primeira vez. Enquanto a paranormalidade é rara no presente, a atmosfera de Psyren tem a propriedade de despertar os poderes de quem vai parar lá. Como os heróis nunca sabem quando vão viajar para Psyren, eles procuram treinar seus poderes para estar sempre preparados.

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Nem pense em roubar doces dessas crianças

O segundo grupo é formado pelas crianças de Elmore Tenjuin. Tenjuin é uma velha vidente que sabe que no futuro a Terra será arruinada e transformada em Psyren. Ela adotou cinco crianças com diferentes talentos paranormais para treiná-las até que elas tenham condições de proteger o mundo. É muito interessante ver as crianças interagindo umas com as outras e com os outros personagens, e ainda mais interessante vê-las em combate, pois seus poderes diferentes fazem com que elas trabalhem bem em equipe.

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Fiquem curiosos para ver os vilões somente lendo o mangá

O último grupo é formado pelos membros da W.I.S.E. A misteriosa e vilanesca organização está fortemente relacionada à catástrofe que tranformará o mundo em Psyren. O interessante é que no presente a W.I.S.E. ainda está sendo formada, enquanto no futuro ela está em plena ação.

Com muito estilo

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Iwashiro parece ter se esforçado bastante em fazer tudo em Psyren parecer extremamente legal, e conseguiu. Os personagens aparentam sempre estar cheios de atitude, seja numa mansão ou num deserto do futuro. As lutas são intensas e prendem o leitor. Se algum personagem aparecer de repente para salvar o dia ou manifestar vontade de testar os resultados de um treinamento, pode esperar por pancadaria da melhor qualidade.

No mundo real

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Apesar de ter sido cancelado, Psyren conseguiu fazer muitos fãs no Ocidente através da internet, tendo sido extremamente popular em sites agregadores de scanlations. Apesar de isso parecer trivial, foi suficiente para fazer com que o mangá fosse licenciado em vários países, e inclusive fosse publicado na Shonen Jump americana. Para um mangá que não causou tanta agitação no Japão e que mesmo tendo saído na Shonen Jump não conseguiu ganhar anime, esse é um feito fantástico. Os volumes de Psyren estão sendo publicados bimestralmente nos EUA pela Viz, sendo que o volume 7 foi o último a sair.

Apesar de não ter ganho anime, Psyren teve duas novels lançadas, uma com o volume 13, e a outra, interessantemente, com o volume 16, o último da série. Quatro episódios de Vomic foram feitos em 2010, sendo que Ageha foi dublado por Takahiro Sakurai (o Suzaku de Code Geass e o Griffith nos novos filmes de Berserk) e Amamiya foi dublada por Yui Horie (a Naru de Love Hina e o Riki de Little Busters!).

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No volume 1 do mangá Beelzebub, de Ryuhei Tamura (amigo e ex-assistente de Iwashiro), é possível encontrar uma ilustração que mostra Amamiya vestida da personagem Hilda do mesmo mangá. Publicado pela Panini, esse volume é o único produto relacionado a Psyren, ainda que remotamente, não foi lançado no Brasil. Pelo menos por enquanto.

Por BuffetDance

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7 comentários em “Resenha: Psyren e as viagens para a era do fim do mundo

  1. quando penso na quantia de ernormes series fodas canceladas pela jump e que hoje poderia ser grandes series tanto de anime e manga , dá nauzeas ~~

  2. Eu acompanhei Psyren na época e era um dos meus preferidos!!!
    Foi muita maldade não terem feito um anime, tenho certeza que ia fazer sucesso!!!
    Será que depois de dois anos poderia de o anime ser produzido?!!! (Sonha ;_;)

  3. Psyren é um mangá que acabou cedo de mais, tinha potencial para fazer a história durar muito mais, poderia ter sido muito melhor, malditos japoneses. Mesmo assim esse ainda é um dos meus mangás favoritos.

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