Analisando Arcos: Air Gear – Arco Behemoth

Air Gear é uma série de mangá criado por Oh! Great (mesmo criador de Tenjou Tenge). Foi publicado na revista semanal Shonen Magazine entre Dezembro de 2002 e Maio de 2012. Possui 37 volumes encadernados.

Recebeu adaptação de anime pela Toei Animation, e foi ao ar na TV Tokyo em 4 de abril de 2006, com 25 episódios ao total.

Peitos, Patins e PORRADARIA!

Air Gear, um mangá que muitos adoram e muitos odeiam… mas qual é o motivo de tanto ódio e tanto amor? Analisemos, muitos adoram Air Gear pelas empolgantes cenas de lutas, outros podem odiar pelo excesso (muito mesmo) de fanservice e por não gostar dos personagens, mas o belo traço ajuda muito e isso fica mais evidente nesse arco com seus belos quadros de porrada.

No arco Behemoth temos de tudo: lutas, filosofia, ecchi, senso de amizade, etc. Nele somos apresentados aos “Storm Riders” Behemoth, o grupo que detêm de vários personagens com habilidades das mais surreais possíveis, desde um adolescente quebrando paredes de concreto,  até um cara esticando todo seu corpo. Porém todo esses exageros que fazem esse arco ser tão divertido e empolgante.

Depois de sermos apresentados aos novos personagens, Ikki e sua turma são desafiados pela Behemoth após Agito ter espalhado adesivos da Kogasamaru pelo território deles. Ao chegar no cenário do desafio, o time Kogasamaru fica espantado com a quantidade do público ali presente e o tamanho da arena de batalha.

Gorgon Shell e a Batalha de Kazu

Gorgon Shell. Aí está uma personagem bem interessante. Na luta dela contra Onigiri, Oh Great nos presenteia com uma bela luta, e sim, a maneira que ele a faz perder o juízo por conta do odor de Onigiri é bem estranha. A sequência de quadros, sem deixar de incluir os “closes” em Onigiri, são muito bem desenhados. Eu enxergo que Gorgon Shell foi inserida na história por puro fanservice, então não espere muito da personagem em si, só repare no lindo traço exibido nela durante toda a luta.

Na luta de Aeon Clock contra Kazu, vemos o que Air Gear tem de melhor a ofereçer: Ação e explicações mirabolantes. A habilidade de Aeon Clock é uma das mais overpowers que já vi nos quadrinhos, ele pode parar o tempo. Isso o faz, literalmente, dar uma surra em Kazu, até que este percebe que Aeon Clock realmente não para o tempo, fazendo o entender todo o truque por trás disso. Mesmo assim Kazu acaba perdendo para ele.

Essa luta é um dos momentos mais épicos do mangá, tanto na parte visual quanto no desenvolvimento da força e do carisma de Kazu. Ele é de longe um dos personagens mais agradáveis do mangá, pois é esforçado e carrega uma boa personalidade, tanto que nessa luta contra Aeon Clock, aprende a se tornar o personagem mais importante.

O momento de Buccha e a “libertação” de Agito

Aqui vemos o momento da glória de Buccha. Ele enfrenta Goshogawara Fuumei, que o mangaká nos banqueteia com outra  habilidade exageradamente estranha: a habilidade de esticar os membros do corpo a lá Senhor Fantástico. A luta de Buccha contra Fuumei é extremamente divertida de se ler, pois novamente Oh Great nos apresenta com uma maravilhosa e visualmente linda batalha. Cheio da mais bem feita porradaria.

Chegamos na batalha de Agito, que esse sim é um dos personagens mais bem construídos da série. O garoto era maltratado pelo seu irmão e ficava mantido em uma jaula, por isso nessa luta era bastante utilizado essas imagens que transmitem o sentimento de solidão que Agito passava. Essa batalha já coloca algo bem mais pessoal do que as outras, pois Agito enfrenta Akira pelo motivo de tomar a sua “Regalia” de volta.

Essa luta é belíssima, já que vemos a descoberta de Agito/Akito em si e o quanto ele busca vencer, além da dor de não conseguir ter mais força que do que o seu oponente, Akira. Até que em um certo momento, Ikki faz cair as paredes e assim “o céu pode ser visto”.

Ikki e Agito/Akito juntos e a “barreira” rompida.

“A maneira de se voar no céu”. Essa é a primeira coisa que Ikki fala após quebrar as paredes que separavam a luta dele contra Bando Mitsuru, Agito e Akira. Nisso os quatro acabam ficando no mesmo espaço e a luta se desenrola ali mesmo. Agito se reluta a lutar junto com Ikki, mas ele o convence a trabalhar em equipe.

Depois temos um flashback revelando mais sobre a indentidade de Akira, que em determinada cena após matar alguns pombos, diz:

Isso mostra mais sobre o personagem que mesmo tendo proezas e fraquezas, leva determinada filosofia de vida.

A luta continua entre Ikki e Bando Mitsuru até que o nosso protagonista consegue ganhar na força física e seguidamente já se junta com Agito pra juntos derrotarem Akira. Parecia fácil, mas ele derrota rapidamente os dois. Por fim, Ikki acaba por se levantar ao melhor estilo clichê shonen (XD) e derrota Akira, depois lhe falando que liberdade de voar pelo céu é a liberdade que todos deviam ter.

Sem dúvida, essa luta foi o perfeito clímax do arco. Oh Great abusou de painéis mostrando os pensamentos dos personagens, com intuito de nos fazer entender mais sobre Akira e a própria Behemoth. Por mais que ele abuse do fanservice, sabe criar toda uma construção de personagens, provando muito disso nesse arco.

Comentários Finais

O que falar de um dos arcos que me fez continuar a ler Air Gear? Apenas que o arco Behemoth foi um dos melhores já vi nos mangás. Não se pode negar o fato de que esse arco apresenta Air Gear na sua melhor forma, com direito a ação em lindas cenas de lutas e uma boa filosofia em alguns momentos. Você facilmente consegue gostar facilmente dos flashbacks presentes no arco e pelo menos gostar de algum membro da Behemoth.

Air Gear é um mangá que não agrada a todos, pois muitos se ofendem pelo fanservice exagerado e achar o roteiro ruim(sim, o roteiro não consegue ser muita coisa), mas agrada aqueles que buscam um excelente traço, lutas fenômenais e personagens carismáticos.

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4 comentários em “Analisando Arcos: Air Gear – Arco Behemoth

  1. Air Gear tem um carisma único, estilo um carisma de Toriko, eles nao sao tao profundos, AIr Gear é cheio d efanservice nao faz sentido e é exagerado, mas o carisma e o desenvolvimentod as coisas que dao aquele agrado em vc d equero masi são únicos!

    Só comentando: Nem foi o momento do Buccha, ele perdeu fein… E oc ara nem se esticava alá Sr. Fantastico era algo mais homem borracha que se vê no Guiness Book.

  2. É claro que é muita opinião isso aí, mas achei exagero dizer que foi um dos melhores arcos dos mangás. Eu li isso aí e foi justamente nesse arco que eu vi que não dava mais, que me fez dropar. Lutas onde o fanservice era exagerado e pareciam feitas só pra isso, onde fatos e habilidades surgiam do nada e feitos incríveis (como o Ikki vencer do Akira na mais cara limpa lol) só pra DAR A SENSAÇÃO DE QUE ESTAVA SENDO EMPOLGANTE. Achei forçado demais (como sempre) e sinceramente, toda análise e defesa de AG que eu vejo é baseada em traços, que sim, apesar de serem bonitos, já vi coisas que me agradam mais.

    Enfim, boa análise aí. Mas achei esse arco fraco, e se na sua opinião (e de outros) esse é um dos melhores arcos de AG, fiz bem em não continuar.

  3. Eu, como um grande fã de Air Gear, vou defende-lo, mas também concordo com muitas afirmações feitas (como o fanservice exagerado e as habilidades surgirem do nada!). Os traços são incríveis, mas não é só isso, Air Gear é uma obra cuja o roteiro é feito de uma forma que apresente o mundo onde se passa, e faça o leitor se sentir por dentro das características que ele tem, mas isso demora bastante! Tanto que nos 11 primeiros volumes só se passa apresentação dos personagens e histórias baseadas neos mesmos (e mostra algumas decisões, que sabe-se lá Deus por que estão sendo tomadas, que revela o fato de ter uma história mais profunda por traz de toda aquele exagero e fanservice!)
    Tanto que no arco da batalha do Devil’s 33 a história começa a mudar no momento em que a personagem Sumeragi Kururu aparece. Tudo aquilo que estava oculto se revela! todas aquelas decisões sem motivo se tornam plausíveis! Mas ainda se desenvolve lenta e “dolorosamente” para chegar até o ponto certo!

    Admito que pensei em parar de ler por um tempo, mas por esperar por uma história mais profunda e interessante continuei a ler e não me arrependo, pois éh uma história um tanto comum, mas abordando uma temática um tanto quanto diferente!

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